Sexo faz bem à saúde

Relações frequentes aumentam a sensação de bem estar e contribuem para a vitalidade do casal

 

É fácil constatar que ter boas e frequentes relações sexuais faz bem à alma. Mas a ciência também prova que o sexo contribui para a saúde do organismo. Um dos maiores trabalhos realizados sobre o assunto foi feito na Irlanda do Norte, com mil pessoas. Quanto mais orgasmos elas tinham, menor era o risco de morte – quem tinha cem orgasmos por ano apresentava 36% menos chances de morrer do que quem não tinha nenhum.

O mesmo estudo ainda apontou que transar três vezes por semana reduz os casos de hipertensão arterial e diminui em 50% as chances de ter um infarto ou derrame. Isso porque a relação sexual tem impacto de uma atividade aeróbica: o coração acelera de 70 para 150 batimentos cardíacos por minuto e são gastas até 200 calorias.

E não para aí: o sexo também melhora o sistema imunológico. Algumas pesquisas mostram que transar ao menos uma vez por semana leva a um aumento de 30% nos níveis da imunoglobulina A, um anticorpo importante na defesa do organismo contra gripes e resfriados.

Quem faz amor com frequência também dorme melhor e se sente mais próximo do parceiro. É que o orgasmo provoca a liberação de ocitocina, um hormônio que aumenta os sentimentos de vínculo entre o casal e relaxa o organismo, levando a um sono mais profundo.

E não é mito que o sexo faz bem à pele. Um estudo realizado pelo Royal Edinburgh Hospital, na Escócia, pediu que alguns voluntários identificassem a idade de outros. Aqueles que tinham relações com um parceiro estável por quatro vezes semanais, em média, aparentaram ser de sete a 12 anos mais jovens do que a idade real. O fato se explica porque o sexo promove a liberação de hormônios como a testosterona e o estrogênio, que contribuem para a sensação de vitalidade e juventude.