Previna-se contra a perda de memória

Atividades físicas e intelectuais ajudam postergar a perda de memória

 

O passar do tempo é implacável e chega a todos. Com ele, chegam também a experiência e os problemas típicos do envelhecimento. A perda da memória, sobretudo aquela ligada a fatos recentes, é um deles. Estudos comprovam que os lapsos de memória atingem entre 10% e 15% da população depois dos 70 anos e entre 50% e 60% após os 90 anos. A boa notícia é que há como postergar o efeito dos anos. Como?

Idosos que desenvolveram (e desenvolvem) atividades intelectuais e praticaram (e  praticam) exercícios físicos, além de cuidar do bem estar, estão se prevenindo contra a perda de neurônios tão comum nessa fase.  Já hábitos, como assistir televisão, estão vinculados ao efeito contrário. No Brasil, pesquisas conduzidas pela Unifesp evidenciaram maior prevalência de perda de memória entre idosos analfabetos e aqueles sem o primeiro grau completo.

Passatempos simples como fazer palavras cruzadas, montar quebra-cabeças, jogar sudoku ou xadrez podem contribuir, e muito, para adiar o tão inconveniente déficit de memória. Mas engana-se quem pensa que a os lapsos de memória são exclusividade das pessoas mais velhas.

Na sociedade tecnológica na qual vivemos, o excesso de informação e o estresse do dia a dia têm provocado esquecimento também nos mais jovens. O maior problema é a falta de descanso: muitos chegam em casa depois de um extenuante dia de trabalho, mas não conseguem se desligar de suas atividades.

De qualquer forma, é importante frisar que esquecimento, principalmente na terceira idade, é comum e não é doença. Só pode ser considerada uma síndrome demencial, quando a pessoa esquece-se das coisas a tal ponto de não conseguir manter um convívio pessoal, social e profissional.