Por que amamentar?

Leite materno reduz o risco de infecções respiratórias, otites, alergias, entre outras doenças

 

A Organização Mundial da Saúde recomenda que toda mãe amamente seu bebê exclusivamente até os seis meses de vida. Isso quer dizer que não é necessário oferecer água, chás ou qualquer outro alimento. O leite materno contém mais de 250 substâncias bioativas, isto é, é um alimento “vivo” que varia de mãe para mãe – sua composição é influenciada pelo que a mulher come e pelas doenças que ela já teve e muda conforme a fase da vida do bebê.

Isto mesmo: o leite materno se adapta às necessidades do filho em cada etapa da vida. Ao nascer, a criança recebe o colostro, um leite mais amarelado riquíssimo em anticorpos e células brancas que vão ajudar a proteger o recém-nascido, e que é pobre em gorduras, para não afetar o sistema digestivo ainda frágil do bebê.

Depois de sete dias, surge o leite de transição, que apresenta um pouco mais de gordura e lactose. No final do primeiro mês, o leite passa a ter características próprias, com os teores ideais de carboidratos, proteínas, gorduras e vitaminas para o bom desenvolvimento do bebê. Pesquisas mostram que a amamentação exclusiva diminui riscos de a criança ter diarreia, infecções respiratórias, otites, alergias, diabetes e pressão alta na vida adulta.

Mas o filho não se beneficia só de questões nutricionais ao mamar no peito de sua mãe. O vínculo emocional também é superimportante! A amamentação estimula a produção de ocitocina pelo organismo da mulher, um hormônio relacionado à sensação de apego e carinho. A criança também pode sentir o cheiro da mãe, a voz e o aconchego enquanto mama, ficando mais segura e calma.