O perigo dos atletas de final de semana

Ter uma rotina semanal de prática esportiva é essencial para se obter bons resultados

 “Atletas de final de semana correm mais risco que os sedentários”. A frase pode parecer estranha para alguns, mas é unanimidade entre os educadores físicos. Os médicos do esporte recomendam que a pessoa se exercite no mínimo meia hora de cinco a seis dias por semana em intensidade que pode variar de moderada à alta. Para quem não tem essa disponibilidade, a sugestão é treinar três vezes na semana em dias alternados.

O problema é que muitos brasileiros levam uma vida corrida e só arranjam espaço para a prática esportiva no final de semana. Nestes dois dias de folga, eles tentam “compensar” tudo que deixaram de fazer durante a semana. Mesmo sem condicionamento físico, o pai de família passa três horas jogando futebol. A mãe, por sua vez, resolve correr o que não correu de segunda à sexta-feira. Conclusão: o esforço excessivo pode acarretar dores musculares e lesões como fratura, estiramento, tendinite, entre outras.

Na parte cardíaca, o impacto da falta de preparo físico é ainda mais perigoso. Os chamados atletas de fim de semana correm o risco de infarto, arritmias graves, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e outros problemas que podem levar à morte súbita. Aos que ainda não conseguiram inserir a atividade física na sua rotina semanal, o conselho dos educadores é optar por esportes de baixo impacto nos fins de semana: uma caminhada leve ou meia hora de natação. No caso dos treinos em ambientes abertos, outra dica é escolher um horário em que a temperatura esteja amena.