Fuja dos fast-food

Olhar os rótulos do que se compra e evitar alimentos industrializados é o primeiro passo para uma boa alimentação

 Engana-se quem pensa que ter uma alimentação saudável é um sacrifício. O calcanhar de Áquiles dos dias atuais é a mudança dos hábitos de consumo. Hoje os brasileiros comem menos feijão, legumes e verduras. Em contrapartida, aumentaram o consumo de bebidas alcoólicas, a ingestão de produtos açucarados e alimentos ricos em gorduras e sal. O resultado é o crescimento do número de obesos, hipertensos e portadores de doenças cardiovasculares.

 A recomendação da nutricionista funcional Ana Paula Fidélis é estar atenta aos rótulos dos alimentos, inclusive dos diets e lights, e sempre que possível evitar os produtos industrializados. “Muitos têm glutamato monossódico, um realçador de sabor que concentra sódio e causa irritabilidade, estresse, nervosismo, falta de concentração e diminuição da memória”, explica.

Outro problema é que os alimentos industrializados e aqueles servidos em fast-food viciam o paladar, principalmente se consumidos desde a infância. Dessa forma, a pessoa acaba achando sonsa uma alimentação sem eles. O sinal vermelho também vale para os adoçantes artificiais como o aspartame, ciclamato de sódio, sacarina sódica, acessulfame K. “Eles têm um potencial de aumentar as toxinas no corpo, alteram o metabolismo e tem várias pesquisas mostrando alterações cerebrais e maior risco de câncer”, diz Ana Paula.

Outro fator de risco são alguns tipos de gorduras: a saturada que está presente em carnes vermelhas e brancas, sobretudo na gordura e nas peles das aves e a hidrogenada, também conhecida como gordura trans, e proveniente da hidrogenação industrial de óleos vegetais.