Efeito dominó

Tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo

 

Já foi a época em que os jovens eram seduzidos pelas propagandas televisivas que mostravam homens lindos fumando cigarros em cenários paradisíacos. Hoje tais divulgações estão proibidas. Mesmo assim, o tabaco continua fazendo vítimas direta ou indiretamente. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, só atrás do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.

Os efeitos para quem está em um lugar fechado na companhia de um fumante são mais nocivos do que para a pessoa que está com o cigarro na mão. O ar poluído chega a ter três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que o ar inalado pelo fumante, que tem a seu favor o filtro do cigarro.

Os fumantes passivos têm um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração. As crianças que se enquadram nesta categoria podem ter sérias doenças respiratórias, como pneumonia, bronquites e exacerbação da asma. Já os bebês têm um risco cinco vezes maior de morrer subitamente sem causa aparente.

De acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), anualmente morrem 2.655 pessoas de doenças relacionadas ao tabaco. Desde 2004, o Brasil faz parte da Convenção-Quadro para o controle do tabaco, uma iniciativa da OMS, que envolve 164 países e visa implementar ações para prevenir a iniciação ao fumo e promover o fim do consumo, protegendo a população dos riscos do tabagismo passivo.Por isso, quando alguém acender um cigarro perto de você, não se intimide e peça para ele fumar em outro lugar.