De olho na alimentação

Hipertensos devem redobrar a atenção na escolha do que comem

 

Cuidar da alimentação é uma forma de prevenir danos futuros. No caso de hipertensos, uma boa dieta, além de mais saúde, pode proporcionar mais anos de vida. As pessoas desse grupo correm o sério risco de doenças cardiovasculares devido à pressão alta que, aos poucos e silenciosamente, vai comprometendo órgãos como coração, rins e cérebro.

O problema é que muitos portadores nem desconfiam ter a doença, porque o organismo deles já se habituou aos níveis altos de pressão. Um dos sintomas da hipertensão arterial é o sobrepeso. Estudos apontam que a hipertensão está associada à obesidade em 65% das mulheres e 78% dos homens. Para tirar a dúvida, basta ir ao médico.

Uma vez diagnosticado como hipertenso, a pessoa deve ficar alerta ao sal e não ultrapassar a medida de 2 g de sódio por dia. “Eles devem sempre olhar os rótulos e ter cuidado com o teor de sódio dos alimentos”, diz a nutricionista funcional Ana Paula Fidélis. Outra dica é evitar produtos com glutamato monossódico, um realçador de sabor rico em sódio; abolir os adoçantes à base de ciclamato e sacarina sódica e não abusar dos diets, que costumam ter mais gordura para realçar o sabor.

Segundo Ana Paula, os erros mais comuns na alimentação dos hipertensos são: consumir produtos diets em excesso, abusar dos temperos industrializados, temperos prontos para saladas, sopas instantâneas, sucos em pó e refrigerantes zero. “Todos estes produtos atrapalham o metabolismo”, diz a nutricionista.

No entanto, como cada pessoa tem um comportamento alimentar, o ideal é ir a um nutricionista para ter uma prescrição de dieta individualizada. Enquanto isso vale lembrar que alguns alimentos são grandes aliados no combate da hipertensão. As amêndoas são um bom exemplo. Estudos apontam que o consumo frequente pode reduzir até 50% o risco de doença arterial coronariana.