Controle do sal

Evitar alimentos industrializados é fundamental para uma boa pressão arterial

 

Metade dos brasileiros com mais de 55 anos tem hipertensão arterial, segundo o estudo Vigitel 2011, realizado pelo Ministério da Saúde com 54 mil pessoas de todo o país. A estatística reforça a opinião dos maiores especialistas do Brasil: pressão alta é problema de saúde pública. Vale lembrar que o índice saudável de pressão arterial é 12 x 8 (com pequenas variações).

Um dos principais fatores que contribuem para a doença é o consumo de sal. O brasileiro consome cerca de 12 g por dia, quase três vezes mais do que o valor máximo recomendado pela Sociedade Brasileira de Hipertensão, que é de 5g, o que equivale a uma colher de chá e 2 g de sódio

O problema maior não está no sal acrescentado à comida preparada em casa, e sim nos alimentos industrializados: 70% do sódio consumido vêm de produtos prontos, como ketchup, embutidos, conservas e enlatados. Alimentos diet adoçados com ciclamato de sódio (um dos adoçantes mais usados, porque é um dos mais baratos) também contêm sódio.

Mas por que o sódio aumenta a pressão sanguínea? Os níveis desse elemento no organismo são controlados pelos rins, e o excesso é excretado pela urina. No entanto, quando os níveis de sódio são muito altos, os rins não dão conta de eliminar tudo. Resultado: o excedente vai para a corrente sanguínea, atrai água e aumenta o volume de sangue. Com mais sangue nos vasos, a pressão aumenta. Com o tempo, a pressão excessiva – ou hipertensão – danifica as artérias e aumenta o risco de infarto e derrame cerebral.

Para reduzir os riscos, é preciso ler atentamente os rótulos dos alimentos industrializados antes de consumi-los. Também se deve evitar o hábito de acrescentar mais sal à comida já na mesa. O consumo excessivo de sal pode formar um círculo vicioso: com o passar do tempo, a pessoa perde a sensibilidade para aquela quantidade de sal na comida e tende a salgar cada vez mais os alimentos.