Ai, meu Deus, é birra!

A fase do chilique é normal, mas os pais precisam ser firmes no momento de falar com a criança

 

De repente, seu bebê-anjo se transforma na criança mais irritadiça do planeta. Basta ser  contrariada, que se joga no chão e apronta um escândalo.  Talvez não sirva de consolo para quem vive essa situação hoje, mas vale dizer que todos os pais passam pela fase das birras – e sobrevivem.

Os chiliques são comuns entre 18 meses e 3 anos de idade e fazem parte do desenvolvimento da criança. É nessa fase que ela começa a testar limites e a querer impor suas vontades. O problema é que, até o 2º aniversário, a criança ainda não compreende bem os argumentos dos adultos para não fazer birra.

 Nessa fase, o mais importante é os pais serem firmes na hora do ataque. É preciso abaixar na altura da criança, olhar nos olhos dela e dizer que não gosta daquela atitude. O tom de voz precisa ser firme e a expressão facial, mais séria, já que a criança ainda não compreende totalmente as palavras.

A partir dessa idade, fica mais fácil negociar e impor regras para evitar os chiliques. Antes de sair às compras, a mãe pode conversar com os filhos e definir o que poderá ser comprado: somente um doce no supermercado e um livrinho no shopping, por exemplo. A negociação prévia ajuda a evitar crises em público.

Mas, ainda assim, a birra pode ocorrer e persistir. Nessa hora, nenhum adulto deve ceder – é o que a criança quer e, se ganhar o que deseja, vai achar que o chilique é a melhor estratégia. Também não é indicado dar uma bronca na criança em público. O melhor é esperar ela se acalmar, levá-la para um lugar reservado e conversar, dizendo que não gostou do que ela fez.